Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
A Nossa História

 

A nossa região é fértil em achados arqueológicos e em monumentos que definem a cultura e a forma de vida dos nossos antepassados. Eu não sou um "expert" na matéria por isso não vou dissertar muito sobre o assunto, deixo isso para quem entenda da tenda e vou apenas mostrar umas imagens religiosamente guardadas por um grande amigo, nosso, da terra e do respeito por quem nos antecedeu. Refiro-me ao senhor João Cruz da Granjinha, ou do Cando para quem envio um abraço e os votos de uma rápida recuperação das suas maleitas.

Dedico, também, este post à minha filha Ana Isa, por ser uma apaixonada pela História das pessoas e das coisas. Um beijo para ela.

 

Pedestal de um Altar (Ara) Romano.

 

 

Restos de pavimento iguais aos de Conimbriga.

 

Tudo isto e muito mais foi encontrado suterrado na casa do senhor João Cruz na Granjinha, tendo sido, algumas peças, levadas para o Museu da Região de Chaves, mas a maoir parte voltou ao sítio onde se encontrava, debaixo da terra. É de enaltecer a coragem e vontade do senhor João que colocou, a sua casa, à disposição das entidades arqueológicas para que fossem feitas as escavações e estudos de todos os achados por ali dispersos. Como de costume ninguém aceitou.

 



publicado por J. Pereira às 10:40
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9 comentários:
De A.Cruz a 9 de Fevereiro de 2009 às 19:17
O mosaico romano, além de outros vestígios, apareceram, quando o proprietário da a habitação tentava fazer uma fossa, por falta de saneamento na década de 60 do século passado !
Penso que na região Chaves, não foi encontrado em mais nenhum lugar este tipo de mosaico.
Já nessa altura as "autoridades competentes", foram informadas do sucedido.
Alguns dos vestígios encontrados, estão do Museu da Região Flaviense, outros foram encaminhados para Lisboa, penso que pelo historiador Leite de Vasconcelos, desconhecendo o seu paradeiro!
Hoje essas ruínas continuam ocultas!
Realmente, o que quer que seja sempre estará melhor debaixo da terra...

Também hoje essa casa e as restantes da aldeia tal como no século passado continuam sem saneamento!

Um abraço para o J.Pereira


De Aldeia de Castelões a 10 de Fevereiro de 2009 às 03:00
É pena, já que a nossa região está recheada de vestígios por tudo que é montanha ou outeiro.

Admiro o Sr. João pela sua coragem em divulgar tal facto unicamente para ser recebido de porta fechada. Típico acto Tuga no qual ter um tacho é o aspecto mais importante da vida.

Um abraço para o Sr. João e não desista. Um bom post do blog de Valdanta , parabens.


De Ana Isabel a 13 de Fevereiro de 2009 às 20:32
Isto para mim é muito estranho, visto que os meus caros colegas de Arqueologia têm um estágio fantoche duas vezes por ano para pesquisarem este tipo de achados. Chamo-lhe fantoche, porque para além de nem todos os alunos de história poderem ir, abusam da vontade destes para os piores trabalhos.
Voltando ao assunto, é muito provável que não tivessem tido verbas ou a falta pessoal.
Cá em Braga já houve casos deste tipo que me chocaram.
Dou os parabéns ao senhor pela coragem mas também pela paciência visto que estas coisas são sempre demoradas e chatas.
Beijo ao Pai e obrigada.


De J. Pereira a 13 de Fevereiro de 2009 às 21:56
Um beijo também para ti e aparece sempre.


De bigbrother a 8 de Março de 2009 às 03:51
Ninguem fez escavações ou estudou, é mentira.
O prof antonio colmonero, fez ai escavações e estudou os achados. e tudo consta em livro.


De A.Cruz a 8 de Março de 2009 às 19:28
Este mosaico não provém dessas escavações, mas da tal fossa feita pelo proprietário...
Sim o Prof.Colmonero fez escavações(sondagem) numa loja da casa do propritário que foi obrigado a tapar, pelas tais autoridades responsáveis, que não se responsabilizavam por possiveis danos na habitação.
Não teriam essas autoridades de fornecer meios e responsabilizar-se pela continuação do tal estudo ??
Essa pequena área foi realmente estudada. Também disse o Prof. Colmonero, que era de interresse para a região que fosse feito o estudo da área circundante, inclusivé o adro da Capela.
Até Hoje, já lá vão mais de 20 anos e o adro continua em lama!





De Sem Nome a 9 de Março de 2009 às 14:02
Foi nessa altura, em que o Prof.Colmonero, fez a tal escavação na "loja do cavalo", que o proprietário disponibilizou a sua habitação para o estudo tivesse continuidade!
A resposta foi nim...e quase correram o homem!


De J. Pereira a 11 de Março de 2009 às 17:33
É sempre assim. Quando as pessoas pretendem colaborar e estão interessados, disponibilizando os seus bens para que se descubra o que está para trás de nós, as autoridades desviam o rabo da seringa. Se o proprietário pusesse restrições a que se explorasse o tema era um ordinário porque não deixava fazer as coisas e prolongava-se a discussão por muito tempo culpando-os do insucesso das pesquisas, como foi o contrário deitou-se o assunto para o esquecimento.
O proprietário, ainda não há grande tempo, confessou-me que foi uma desilusão para ele não se ter avançado com as pesquisas. Os filhos continuam a dar a cara e a querer que as coisas não fiquem por aqui para bem de todos e da nossa identidade.


De sem mentira a 15 de Março de 2009 às 21:26
Como deve ter lido... nesse seu livro que ele fez questão de mencionar em nota, iniciou as escavações com ordem do proprietário e Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, que abandonou a meio por nunca lhe terem sido licenciadas embora a tenha solicitado a respectiva licença ao Ippar este "Organismo" nunca lhe deu resposta, nem positiva nem negativa!
Quando estava a área em estudo surgiu um tal responsável pelo Ippar que mandou arrasar, por não estarem autorizadas e por não garantir segurança à habitação!
Fosse lá pró litoral, a coisa seria de outra maneira!
Deve ter sido por dor de "corno" ou por ele ser do lado de lá...



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