Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Sábado, 12 de Abril de 2008
Batalha de La Lys
Um pouco atrasado, mas dentro dos prazos legais, venho aqui mais uma vez mostrar alguma coisa sobre a Batalha de La Lys e desta vez apresento um artigo que saiu no Sapo e que nos relata um pouco desta página triste mas heróica da nossa História.
Este assunto toca-me particularmente porque, que eu saiba ou tenha conhecimento, houve, pelo menos, três Valdantenses que tiveram acção neste teatro de guerra, os que não podemos esquecer e devemos prestar a nossa homenagem e que oram:
José António Barreira (avô do Marcelo Barreira, nosso visitante desde o Brasil)
António Pereira (meu avô paterno)
Francisco Coelho (avô do Jorge Coelho, que nos visita desde o Porto).
Não sei se houve mais e até acho que também esteve com eles um Valdantense da Abobeleira, mas não sei quem foi.
Para todos, Valdantenses e outros a minha Homenagem.
Batalha do Lys
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Trincheiras em La Lys.
Trincheiras em La Lys.
Ingleses e portugueses, feitos prisioneiros em La Lys (região da Flandres) pelos alemães em 1918.
Ingleses e portugueses, feitos prisioneiros em La Lys (região da Flandres) pelos alemães em 1918.
A Batalha do Lys (conforme a historiografia francesa) ou Batalha de La Lys, também conhecida como Batalha de Ypres 1918, ou ainda Quarta Batalha de Ypres , e como Batalha de Armentières pela historiogafia britânica e a alemã, deu-se entre 9 e 29 de Abril de 1918, no vale da ribeira da La Lys, sector de Ypres, na região da Flandres, na Bélgica.
Nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães, provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.
A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, entre as localidades de Gravelle e de Armentières, guarnecida pelo 11° Corpo Britânico, com cerca de 84.000 homens, entre os quais se compreendia a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20 000 homens, dos quais somente pouco mais de 15 000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa.
Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6º Exército Alemão, com cerca de 55 000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934). Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva "Georgette" e visava a tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer.
As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7.500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais.
Entre as diversas razões para esta derrota tão evidente, têm sido citadas, por diversos historiadores, as seguintes:
  • A revolução havida no mês de Dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo Partido Democrático.
  • A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
  • Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas inglesas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e de influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
  • O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.
  • O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
  • O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à rectaguarda.
  • As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.
O resultado da batalha já era esperado por oficiais responsáveis dentro do CEP, Gomes da Costa e Sinel de Cordes, que por diversas vezes tinham comunicado ao governo português o estado calamitoso das tropas.


publicado por J. Pereira às 14:50
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1 comentário:
De Tupamaro a 12 de Abril de 2008 às 22:16
Os sobreviventes desse Kibir II já não estão entre nós, em pessoa.
Porém, para além da leitura das Crónicas oficiais, ainda há pessoas que tiveram oportunidade de conversar com sobreviventes.
La Lys foi uma Batalha desigual não só pela capacidade bélica dos alemães.
A Memória dessa Batalha celebra-se não pela Vitória, mas pela Bravura dos nossos compatriotas, mais espantosa ainda pelas tais desigualdades.

Perto, em La Couture, o heroísmo de dois Flavienses mereceu (e merece) o registo mais vivo na memória dessa Guerra:

BENTO ROMA, de Chaves;
e
BALTASAR CASTRO, de Águas Frias.

Hoje sabemos de mais BRAVOS FLAVIENSES, os citados pelo autor da Página - JOSÉ ANTÓNIO BARREIRA, ANTÓNIO PEREIRA e JORGE COELHO, de VALDANTA.

Apesar de termos ultrapassado o meio século de vida já há umas mancheias de anos, não nos lembramos, nem sequer, da IIGG.
Recordamos outra.
Mas recordamos que nas nossas aulas La Lys era-nos sempre lembrada pelos Professores.
Muito gostaríamos que, «no tempo que passa», fosse sentido que não foi em vão a morte e o sofrimento desses nossos expedicionários.

Lá por Chaves, pelo País, pela França e pela Flandres, com certeza que muita gente celebrou e honrou esta Memória e falou e escreveu muito mais e infinitamente melhor do que nós.

Aceite o Zé Pereira, e aceitem todos, a nossa expressão como sinal de Respeito por todos quantos estiveram lá, na I Grande Guerra.

Tupamaro


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