Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
Festa de S. Domingos - Programa das Festividades

VALDANTA

 

3 e 4 de Agosto - Festa de S. Domingos

 

 

 

 

 

PROGRAMA:

 

Dia 3 de Agosto:

 
20h - Abertura das Festividades


21h - Actuação do Rancho Folclórico de Santo Estevão


22h - Grupo Musical "Marco & Rafael"


 
Dia 4 de Agosto:

 


 
7:30h - Salva de Morteiros


8:30h - Arruada com a Banda Musical de Outeiro Seco

 

10:30h - Missa e Procissão em honra de São Domingos


16h - Animação com aparelhagem sonora

 

18h - Cantar popular a São Domingos e Leilão popular

 

22h - Grupo Musical "7 MARES"

 

Este é o programa para as festividades em honra de S. Domingos que se realizam na freguesia de Valdanta no próximo mês de Agosto, cedido pelo Gabriel Alves (mordomo)



publicado por J. Pereira às 20:13
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Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Um amigo está doente

 

 

 

Hoje recebemos o seguinte comentário de uma Valdanto-descendente, neta do Ferreiro de Valdanta, com o seguinte teor:

 

Comentário:
É com grande tristeza que comunico a este blog, que meu tio Aniceto, acima retratado, hoje está no hospital, em uma UTII, após uma parada cardíaca, se encontra em vida vegetativa. Peço a quem o conheceu que reze para que Deus na sua infinita misericórdia ilumine sua vida. Beth.

 

Palavras para quê? Um grande abraço de solidariedade ao Aniceto e que Deus o proteja.

 

 



 



publicado por J. Pereira às 23:22
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011
“Maldição de S. CAETANO(?)”
 

 

É Verão.

Todos os frutos da Natureza sabem que nem um regalo!

E o cabrito, e o cordeiro e o frango assadinhos no forno, que bem apaladados se apresentam, depois do delicado trato dos nossos amigos cozinheiros e amicíssimas cozinheiras!

E não é que a «pinga» de qualquer Adega de um vizinho, ou Regional, da NOSSA TERRA «fica mesmo a matar» com aquele especial molho, onde as batatas assadas envernizam aquela cor coradinha que só os fornos e a lenha daquelas Terras sabem dar?!

Por ali, “come-se que nem um abade”, e “bebe-se que nem um camelo”!

É de admirar?!

Nem por isso!

O sorriso franco e os braços abertos com aquelas gentes nos recebem abrem-nos     -     e de que maneira!   -   o apetite.

E a franqueza é sempre tão grande que até nos fazem juntar a sobremesa com a ceia!

Os simples e os modestos, como nós, só têm uma maneira de mostrar o seu reconhecimento: levar o carro e o coração carregadinhos de amizade.

O pior é que nos acontece sempre «o pior»   -   o nosso regresso é feito com a alma cheiinha de mimos e a mala do carro ou a cabina e a caixa da carrinha atulhadas com saborosas lembranças!

Catancho!

“Incréu” como somos, até nos custa ter de acreditar que o S. CAETANO costuma fazer milagres!

 

É Verão.

E o fresco de uma sombrinha “que bem que sabe”!

E o S. CAETANO com ela abençoa os seus devotos em visita.

E até os passeantes que por lá andam, e «fazem escárnio» das milagrices que lhe atribuem!

Há uma boa meia dúzia de decénios que lhe fomos apresentado pela nossa AVÓ, num Dia de Festa!

Porque não tivemos «o garrotilho»; porque fomos curado das «sezões»; porque ficámos bom do braço partido (tri-partido!) com aquela enorme turra do carneiro irritado com «A Corneta de S. Caetano»; lá fomos, pela mão d’AVÓ, agradecer-lhe estes milagres!

A ele, S. CAETANO, tão sábio, tão rico e tão poderoso, iam, e vão, os pobres e os pobrezinhos levar «a esmola»!

E, como se não bastasse a longa caminhada, desde o termo de Samaiões, ainda tivemos de «esturricar» ao sol, carregadinho com as roupas, a coroa e a estátua, a cruz ou o ramo que nos davam o ar e a figura de «ANJINHO», numa procissão mais lenta do que «passo de boi»!

 

É Verão.

E hoje lá fomos ao “S. CAETANO”, recordar as promessas (da AVÓ) por nós cumpridas, e cobrar o prazer de sombrinha, ora apetecida.

Próximo do banco onde, de olhos fechados nos parecia melhor apreciarmos a sombra e o sossego do lugar, e com mais harmonia e emoção desfilariam aquelas recordações distantes, dois casais de «velhotes», mais ou menos da nossa idade, conversavam filosoficamente.

Trocavam histórias de milagres de amor, de saúde e de sorte.

-….“Nunca mais deixa de ser burro”!  - ouvimos. E ficámos com a atenção desperta.

-“’Ind’à semana passada fomos bisitar o Delfim, que está entrabado numa cadeira de rodas, Estábamos eu, ele, a mulher, a filha e o genro, cá fora de casa, ao fresco.

O rapaz…

-O rapaz!  - exclamou, e interrompeu, uma voz feminina (que presumimos ser da Rapariga que o orador tomou por Mulher, provavelmente no altar do S. CAETANO).

-Ele debe ser da nossa idade, ou até mais «belho» um pouco!   -   acrescentou a «madama».

-Bem, «Rapaz» foi uma “forma de dezer”.

O Rapaz vinha despedir-se.

Como lhe tinham prometido umas saladas, deixou a mala do carro «a direito» do portão, que já estava aberto.

Estava a filha do Delfim a dizer que esperasse um bocadinho, enquanto ia buscar as alfaces   -   que até eram de duas “calidades”   -  quando rompe por meio de nós, que estábamos sentados à roda do Delfim, o filho do Jeremias e da Teresa, genro e filha do Delfim e d’Augusta.

«Nem água “bem”, nem água “bai”».

“Quer-se dezer: nem bom-dia, nem boa-tarde.

Fez questã” de meter o carro dentro do pátio. E como tebe de fazer duas ou três manobras para entrar, ficou muito incomodado.

Bai daí”, o cumprimento dele, birando-se para o que «nunca mais deixa de ser burro», foi resmungar que «aquela biatura  estaba  mal estacionada».

Ele queria meter o carro «cá dentro» e «quase que nem podia»!

Todos ficámos com cara de parbos!

O Jeremias, pai do garoto, ficou mais «marelo» do que a cera.

A Teresa “afucinhou”  a cabeça no chão, e disse que ia buscar umas «curgétes».

A mulher do Delfim, a Ti’Augusta, ficou mais corada do que um pimento bermelho do Cambedo.

A mim, deu-se-me cá uma bolta no’stômago!

O que «nunca mais deixa de ser burro» ia para se alebantar para ir arrumar o “carroço”.

- “Agora já não é preciso. Já consegui entrar” – sentenciou, no mesmo tom zangado e refilão, o neto do Delfim e filho do Jeremias.

E sumiu-se dentro de casa.

A avó desabafou:

-Não façam caso. As autoridades são sempre assim!

Afinal, somos todos bu---rros!

Qualquer labrego que «entre prá Guarda ou prá Polícia» fica logo com a mania de que “tem o rei na barriga”.

E até acha que a consideração que as pessoas têm pela sua família não é mais do que a sua obrigação   -   porque ele «é gê-éne-érre», «impõe respeito» e «têm que lhe mostrar medo»!

- Tamém! Não precisas de exagerar!  -  atalhou a mulher.

- Pois não!

Mas se fosse cá eu, com os conhecimentos, amizades e família que ele, o que «nunca mais deixa de ser burro», tem lá em Lisboa, ‘inda por cima na Guarda, ai não, que não punha este fedelho a «piar fino»!

Quantos da NOSSA TERRA, que estão por esse mundo fora, bisitam tanta gente na Aldeia; telefonam para tantos, no Natal e na Páscoa; se alembram dos anos deste e daquele; e, lá onde estão, recebem, e dão apoio, aos amigos e bizinhos como esse «burro»?!  - sentenciou o companheiro que se tinha mantido atento e caldo durante a conversa.

Não quisemos ouvir mais.

Abandonámos a nossa sombra.

Virámo-nos para a Igreja do S. CAETANO e exclamámos cá para dentro:

- Como pode haver gente tão soberba, tão «ordinária», e a mostrar tanta falta de respeito, cá pelas bandas de S. CAETANO?!

Ou será que será gente das vizinhanças de S. DOMINGOS?!

Não é na Natureza, no sol ou na chuva, no frio ou no calor, nas subidas ou nas descidas, nas noites ou nos dias; com os lagartos e as cobras, com os ursos ou os leões, com a petinga ou as baleias que se nos azeda a vida.

Ela azeda-se-nos na relação com o “OUTRO”  -   o ser humano!

Sentimos a hora amaldiçoada. Regressámos a casa.

Afinal, a arrogância salazarenta ainda medra por !...

 

 

Romeiro de Alcácer

 
 


publicado por J. Pereira às 23:44
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J. Pereira
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