Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Cando - Festa de Nossa Senhora da Lapa

 

Hoje, 15 de Agosto a Igreja Católica celebra o dia de Nossa Senhora da Assunção com festividades e romarias por todo o país. As maiores romarias que conheço em honra de Nossa Senhora da Assunção são as festas de Vilas Boas no Santuário de Nossa Senhora da Assunção no concelho de Vila Flor e em Torre de Moncorvo. A par desta festividade comemora-se em vários pontos do país e especialmente em Sernancelhe a festa de Nossa Senhora da Lapa. Sobre a lenda ou história que deu origem a estas celebrações encontrei o seguinte texto:

 

Um dos cultos mais populares e tradicionais de Portugal é o de Nossa Senhora da Lapa. Diz-se que uma menina pastora, muda, encontrou uma imagem da Virgem nos montes e levou-a para casa. A mãe não ligou à estátua e lançou-a para a lareira. A menina, falando pela primeira vez na vida, pediu à mãe que não queimasse a imagem. Talvez por isso a estátua da Virgem que está no santuário apresente marcas de queimaduras.

 

 

  

Muitas mais histórias e lendas existem sobre o tema em questão, até porque a imaginação popular é muito fértil e imaginativa.

No entanto, eu apenas quero realçar e lembrar que também a gente do Cando festeja com muita fé e devoção o dia de Nossa Senhora da Lapa. Não tenho conhecimento de nenhum programa festivo, mas espero que toda a gente do Cando esteja à altura das suas competências e do seu bairrismo e ponha em prátiva a sua devoção e a sua alegria.

 

Por estas fotografias que aqui se apresentam vê-se que estima e tradição existem, pois é um regalo ver a capela tratada com tanto rigor e carinho e reparem na data inscrita no tecto da nave central "1603". Não conheço muitas capelas ou igrejas mais antiga que esta.

 

 

Reparem na riqueza e belíssimo estado de conservação do tecto da Capela-Mor. Uma maravilha para os olhos e, concerteza, que a fé colocada neste tratamento deverá ter a aceitação certa por parte de quem nos guia e comanda.

 

 

Para os do Cando e em especial para o padre Luís em Roma e para o Fernando da tia Augusta no Brasil um abraço com este meu pequeno carinho.

Não posso deixar de manifestar aqui o meu agradecimento ao João Cruz porque, mesmo com todas as limitações que o seu estado de saúde lhe proporcionam, esteve sempre presente em todos os momentos deste Blog acompanhando toda a sua evolução e desenvolvimento.

Mais posts sobre o Cando aparecerão, mas por agora brindem-nos com a vossa festa.

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publicado por J. Pereira às 00:05
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
O Céu da minha Aldeia

 

 

 

Aconchegadinha nos braços do feiticeiro Tâmega, a minha ALDEIA sobe desde a “Ribeira”, pelo “ValCoelho”, pelo “Valcôvo” e pelo “ValdaCabra”, agarradinha ao CANDO dos meus encantos, e de braço dado com VALDANTA e ABOBELEIRA.
Os dias dos meses de Agosto pareciam sempre mais grandes!
O Sol madrugava a espreitar-nos por uma esquina do Castelo de Monforte. Enchia o dia de calor e luminosidade. Depois do Jantar (agora diz-se Almoço) tinha mesmo de se dormir a sesta. Ao cair da tarde, o jerigotar rotineiro regressava com aquela encantadora e ternurenta azáfama de homens e mulheres a darem conta do recado que as lides campestres e domésticas exigiam.
Quando se aproximava a hora da ceia, toda a gente se aproximava mais uma da outra. Era o regresso dos carros de bois, carregados de lenha, estrume, ou erva, a tocarem e a imitarem orquestrais instrumentos tão só com o atrito do eixo a gemer entre as treitouras, ao compasso do passo dos bois, ou das vacas, e dos contrapontos das rodas a rolarem pelo caminho ou a tropeçarem numa pedra ou numa rocha. O coro do boieiro e dos trabalhadores, conversando acerca das peripécias, das facécias e do cansaço desse dia de trabalho, entremeado com as “recomendações” à ”junta” (para os que não sabem ou que se possam ofender, esclarece-se que a «junta» era (é) uma parelha de bois, ou vacas, que «sabe» puxar um carro   - daqueles cujo veio de tracção é o pinalho!) que bem combinava com o «Presto» das donas de casa, aflitas em ter a ceia pronta à chegada dos homens; em recolher as galinhas e os galarispos dos filhos e das filhas   - que já se fazia noite!  -  em ralharem meigamente  com a filha que ia à fonte buscar a água fresquinha para a ceia … e o olhar meigo e sorrateiro daquele moço de quem tinha, ou esperava, «compromisso».
E todos sempre com tempo e vagar para dar duas palavras de amizade a todos os vizinhos!
Ceia ceada, as pessoas juntam-se no «Largo».
A noite descia, não para nos anunciar a idade, o tempo, das trevas, mas, sim, acompanhada por um luar suavemente brilhante e cintilante, com a mensagem de um novo dia de Agosto de sol quentinho, de apreciados goles de água fresquinha colhida na Fonte, ou na “Pipa”, ou goles apreciados de uma  pinga-sumo-de-uva colhidos num qualquer pipote, ou tonel, tão garbosamente aprumados em qualquer adega.
Deitado de costas numa laje da Eira, nas escadas de pedra, ou num granítico banco, pronto em qualquer lado, ainda mornos pelo brasa do calor do dia, um jovenzito com voz de tenor à Mário – Lanza - caseiro, olhava, deslumbrado, o céu da sua ALDEIA, e cantava, para gosto dos seus vizinhos, as «modas» da moda ou:
 
          “Ó Lua, vai-te deitar!
Ó Lua, vai-te deitar!
À cam(p)a da minha amada!
Qu’iela, coitadinha, ‘stá,
Qu’iela, coitadinha, ‘stá
Sozinha e abandonada”!
 
E ainda:
 
          “O Luar da meia-noite,
Alumia cá p’ra baixo.
Que eu perdi o meu amor, ai!
E às escuras não o acho”.
 
Bondoso, o povo, chamava-lhe:
 
 
-“O   ROUXINOL   DA   GRANGINHA”!
 
 
 
             Era o céu, era o céu da minha ALDEIA!
 
  
 
 
LUIS DA GRANGINHA
 

 



publicado por J. Pereira às 22:54
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Domingo, 10 de Agosto de 2008
"Quo Vadis" Outeiro Machado?

  

Tenho muita consideração, respeito e amizade pelo actual presidente da Junta de Freguesia de Valdanta eng.º Júlio Carneiro e pela ex-presidente professora Ana Maria Romão Moura, e sem querer atribuir culpas a ninguém em particular mas a quem é responsável pelo estado de abandono e mau estado dos acessos à estação rupestre do Outeiro Machado, digam-me lá se isto é admissível?

 

Algures na Net encontrei este texto que nos diz das enormes capacidades e achados rupestres da freguesia, por isso, gostava que vissem quais as condições de acesso e visita  que podemos dar aos interessados por este tema, quer sejam curiosos ou expert´s.

 

Toda a região que ocupa esta freguesia poderá considerar se uma estação pré histórica, tantos são os vestígios dessa época, que foram encontrados. Mas, a maior importância é lhe conferida, sobretudo, pela estação rupestre, situada muito perto do povoado, no local denominado de Outeiro Machado. É um interessante aglomerado de rochas, com inúmeras insculturas, principalmente na maior de todas, onde abundam centenas de petroglifos com os mais variados e estranhos formatos. Entre eles distinguem-se os que têm formato em cruz e em ascia, o machado que deu o nome ao Outeiro.

 

Em dia de S. Domingos, nada melhor para abrir o apetite para o almoço do que um passeio até ao Outeiro Machado para poder imaginar um pouco da nossa história e do nossa passado e o que vi foi isto:

 

 

A única placa identificativa que encontrei foi esta e neste estado...

 

 

 

O próprio assim, sem limpeza, sem sinalização, sem protecção e sem dignidade...

 

 

E assim sem carinho, desprezado e abandonado à sua sorte milenar...

 

 

 

E assim, não firme como uma rocha, porque esta já foi vandalizada, mas como um machado, embora encrustado.

 

Quem de direito que comece a olhar com olhos de ver para as coisas valiosas do nosso património.



publicado por J. Pereira às 12:33
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Maratona no Gerês

 

 

O Carlos continua em grande forma, vejam só como ele comanda um grupo de jovens com toda a facilidade. Foi pena não dar para chegar a tempo do S. Domingos de Valdanta, mas fica para o ano que vem, mas não se pode atrasar.

 

Parabéns Carlos e força para continuares.



publicado por J. Pereira às 13:58
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
S. Domingos de Valdanta

 

Ontem, 4 de Agosto foi dia grande em Valdanta pois festejou-se mais uma vez o S. Domingos.

Foi uma festa simples mas muito bonita, onde houve alegria, devoção e o cumprimento da tradição.

Começou com missa solene seguida de procissão, logo pela manhã porque o dia prometia muito calor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelas seis horas da tarde deram-se as tradicionais 3 voltas em redor da igreja cantando "S. Domingios de Valdanta, li-ló lindo amor..."

 

 

 

Seguiu-se uma arrematação de algumas iguarias oferecidas pelos amigos do Santo.

 

 

À noite houve animação com o Rancho Folclórico de Santo Estevão e

a dupla Rafael - Marco que estiveram muito bem e merecem o nosso aplauso.

 

 

 

E pronto. Muito haveria para mostrar mas o espaço e as condições em que estou a fazer o Blog não são os melhores, nem sequer as aceitáveis, mas espero que vos tenho mostrado e recordado um pouco da nossa terra, da nossa gente e das nossas tradições.

Também informo, principalmente os mais distraídos, que o Blog fez 2 (dois) anos, por isso a nossa participação entusiasmada na festa de todos os Valdantenses. 

.

 

 



publicado por J. Pereira às 23:20
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Melhorias em Valdanta

 

Passei por Valdanta nestes dois últimos fins de semana e vi um facto que me agradou e como não servimos, apenas, para dizer mal, vamos dar, aqui, a notícia e louvar quem levou a cabo esta tarefa, porque preservar e melhorar as nossas coisas é uma obrigação de todos.

Na primeira semana encontrei e fixei em imagem dos pilares em granito para suporte da cobertura do tanque de baixo no povo e na segunda semana vi, em fase de acabamentos, a colocação de uma cobertura condigna com um bem que é de todos. 

Louvo, pois, esta iniciativa da Junta de Freguesia e espero que mais se lhe sigam e vou fazer alguns apelos que, espero não caiam em saco roto. Refiro-me ao telhado do forno público, ali mesmo por trás do tanque, refiro-me ao adro da capela da Granjinha, refiro-me ao cruzeiro da Abobeleira, refiro-me ao melhoramento e protecção do Calvário que dá acesso à capela de Santa Bárbara, para não falar dos caminhos públicos em geral, da limpeza e acesso à barragem romana da Abobeleira, do saneamento da Granjinha, enfim... não custa nada e o povo agradece.

Nesta minha passagem por Valdanta ouvi alguém dizer que não compreende como deram cabo do tranque e fonte de Trás-das-Eiras. Também sinto nostalgia e tenho boas recordações desta fonte, mas quem toma as atitudes, nem sempre é responsabilizado.

 

 

Para já, o meu obrigado por esta iniciativa. Esperamos por mais...

 

 

 



publicado por J. Pereira às 20:47
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J. Pereira
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