Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Sábado, 29 de Março de 2008
A Tradição já não é o que era

 

 

De facto, a tradição já não é o que era, pois no Domingo de Páscoa não encontrei o Pároco da Freguesia a benzer as casas e a recolher o folar, não houve um torneio de futebol como era costume e ainda por cima assaltaram a igreja e alguns estabelecimentos comerciais. Isto deixa-me muito triste, principalmente este último episódio, pois em Valdanta nunca houve tradição  de "vagabundagem" e de "amigos do alheio".

O que encontrei pelas ruas de Valdanta a fazer o seu "compasso" foi estes jovens que deveriam andar a cumprir alguma "promessa" ou a fazer uma prova de folares e "acompanhantes".

Também encontrei outros que deveriam andar a fazer a digestão do lauto almoço de Páscoa. Acho que se dirigiam à Fonte do Ouro, lá para os lados do Salgueiro já que é aconselhável para digestões difíceis.

 

Também acho que o Carlos queria treinar os acompanhantes para uma Maratona já que ninguém o quis acompanhar à corrida de Outeiro Seco onde fez um brilharete. É que ele, lá por Cascais, costuma treinar à frente da polícia.

Um abraço para todos e uma boa Pascoela.

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publicado por J. Pereira às 22:24
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008
Ainda a Páscoa...

Esta é a outra mesa de que falava o nosso amigo Tupamaro, e é um regalo vê-los dar ao dente e ainda faltava aqui o alumínio, pois os nossos convidados ainda estão de dieta.

A seguir apresento-vos as reservas para o Beto e para o Tupamaro que é para não ougarem nada.

 

 Este é para o Beto.

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Este é para o Tupamaro.

Quem é amigo, quem é? Tenham muito bom apetite.

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publicado por J. Pereira às 10:17
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Domingo, 23 de Março de 2008
Uma Páscoa em Valdanta

 

A Páscoa já se passou e em Valdanta, como em todo o lado, também houve festa e boa mesa com um folar dos melhores que se podem apreciar e outras iguarias de fazer criar água na boca a qualquer mortal.

Não me vou alongar muito com conversa fiada, até porque fui a Valdanta hoje e ainda vim para vos mostrar estes gostos e sabores.

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Bom apetite.

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publicado por J. Pereira às 23:06
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008
Uma Páscoa Feliz para Todos

Este ano vou estar por perto dos Valdantenses residentes, mas não posso passar sem desejar a todos os que nos visitam uma Páscoa Feliz.

Comam muito folar e amêndoas, mas não deixem que lhes façam mal.

Um abraço para todos.

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publicado por J. Pereira às 12:16
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008
A todos os Pais

 

Hoje é o dia dedicado ao Pai.

Para mim, os dias dedicados ao Pai e à Mãe, são os dias com mais valor significativo que dedicamos a alguma entidade ou efeméride, pelo carinho e nostalgia que nos proporciona ao nos lembrarmos de quem nos deu o ser e nos constituiu família, por isso não me vou alongar em grandes comentários.

Quero, apenas, dar um abraço a todos os pais do mundo e desejar-lhes todas as felicidades e sorte do mundo para levar a cabo a sua missão de criar, educar e encaminhar pessoas para a vida.

Pela primeira vez, neste Blog, vos mostro uma fotografia onde aparece o meu pai com parte da família que ajudou a realizar e educar, e é para ele, que muito novo nos deixou, mas de quem herdámos uma fortuna incalculável: - A educação, maneira de ver as coisas, simplicidade, amor, carinho e sentido de honestidade e vida.

Obrigado Pai e um grande beijo, neste dia que os homens te dedicam.

Neste Blog, foi a primeira vez que eu falei do meu pai, porque a falta que sinto dele ainda é muito forte e a minha pieguice para o lembrar ainda me dói muito. Talvez um dia lhe dedique um Post inteiramente para ele.



publicado por J. Pereira às 17:01
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Domingo, 16 de Março de 2008
Uma Flor e um Adeus

 

Se há coisas que me entistecem e me martirizam é a perda de um amigo, mas quando os amigos são como o Zeca Morilho, a perda é demasiado grande e sem muito sentido.

O Zeca foi meu amigo desde que me conheço. Parente, embora distante, pois também era um Pereira. Vizinho de porta com porta em toda a minha infância e parte da juventude. Companheiro de muitas jornadas. Autor de pequenas "sacanagens" que me fazia e que eu adorava e retribuia.

Hoje, faltam-me as palavras para expressar quanto eu gostava do Zeca e para lhe tecer os elogios que ele merece.

Porque é Domingo de Ramos, aqui lhe trago, simbolicamente, o meu ramo. É uma camélia do meu quintal e que é a minha homenagem a um Homem muito Bom e de que eu muito gostei.

Também trago aqui uma imagem da que foi a sua casa, a casa dos seus pais e, se calhar, a casa dos seus avós. A foto não tem muita qualidade pois foi extraída pelo Jorge Romão de um filme que ele apresentou recentemente, mas ainda se pode ver que era uma das casas antigas de Valdanta com mais dignidade. 

Zeca, que Deus te dê o Eterno Descanso.  Paz à tua alma.

 

 

 


sinto-me: Triste

publicado por J. Pereira às 21:03
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008
Que Sonho!

 

“QUE SONHO!”
 
Passeávamos, ontem, pelas avenidas de um Shopping quando nos encontrámos com um flaviense.
Também ele gosta de VALDANTA.
Disse-nos ainda sentir o gosto de uns «níscarros» e umas «sanchas» apanhadas lá para as bandas de Vale Garnaça; de umas melancias suculentas que se «davam» na Groiva; de umas linguiças que provou na Abobeleira; e de umas alheiras do Cando. Falou do misterioso encanto que lhe causavam as visitas à Capela da Granjinha e dos tremores de espinha quando passava na Fonte da Moura. O Taberneiro tinha sempre uma pinga que impunha «Paragem Obrigatória”.
Depois também falou na fatalidade que era «dar com os olhos» nos olhos das moçoilas desses lugares.
Para ele, toda a VALDANTA era um deslumbramento!
Mas tinha de me contar um sonho que lhe dera cabo da cabeça, ainda há pouco tempo.
Escutei-o com atenção e contentamento.
Convidei-o a contar o tal sonho à-vontade.
O nosso amigo sonhou ouvir e nós ouvimos:
 
-“Andam por aí uns «líricos» a fazer uns Blogs sobre a Freguesia de VALDANTA, onde, ao lado de uns retratos carinhosos e saudosos, põem umas fotos de algumas «misérias» que por lá abundam; onde inscrevem uns textozitos/historietas pretensamente literários a choramingarem as belezas e os encantos da Freguesia e dos seus avós, ou a quererem imitar as comédias revisteiras do Parque Mayer.
Melhor seria ficarem «quétos e calados»!
A Freguesia de VALDANTA  praticamente nem existe.
Tem vindo a ser tomada de assalto, saqueada, amarfanhada, coberta de vergonhosos remendos, «aproveitada» humilhantemente, enfim, a assemelhar-se mais a um Curdistão Tamegano.
A Granjinha que seja escochada para Curalha, Samaiões e Santa Maria Maior; o Cando dividido por Curalha e Pastoria; Valdanta que desapareça para Soutelo e Seravelha (ou Seara-Velha), ou passe a arrabalde das Casa-dos-Montes; Abobeleira que «vá» para Santa CruzT.
Assim, “acabe-se-lhe de vez com a raça”!
Com a vilanagem «farta e cheia» talvez, depois, um Nun’Álvares (Pereira) ou um João IV-II apareça, sebastiânicamente, a  pôr VALDANTA no lugar a que tem direito e lhe pertence!”
 
- Demos um abraço ao nosso amigo e garantimos-lhe que VALDANTA cedo iria passar a ser mais respeitada e dignificada.
 
E acreditamos que sim!!!
 
Luís da Granjinha

.

 


publicado por J. Pereira às 22:32
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008
O Finzinho

 

Esta fotografia foi-me enviada com a indicação de que se tratava do Finzinho, mas assim não é e trata-se do seu irmão mais velho Olímpio Chaves Pereira e que já foi aqui referido como um herói da guerra do Ultramar a quem prestamos a nossa sincera e humilde homenagem. Mas, a propósito do engano, vamos fazer uma descrição rápida e contar uma "estória" do Finzinho.

 

 
FINZINHO
 
O Finzinho é um dos filhos mais novos dos, quase uma dezena que o Blero teve. Baptizaram-no com o nome Delfim Chaves Pereira, andou sempre por Valdanta até que resolveu emigrar para a América, talvez esteja junto do Sex Machine e por lá tem andado sem dar grandes notícias da sua evolução americana.
 
Aquele ar de “Jimi Hendrix” mal acabado ou em 2.ª mão, aquela carapinha em grande escala e o corpo franzino davam-lhe uma aparência psicadélica e de extra terrestre. A sua forma de falar de tão característica é quase impossível transpor para a escrita, mas vou tentar.
 
Por cá fez serviço militar em Chaves e na Guiné onde conquistou muitas miúdas, pois segundo ele me dizia certa noite em frente à casa do ti Alfaiate, junto de uma fogueirinha onde se assavam umas tiras de carne de porco para o jantar:
 
- Ò Zé, tu habia de ber, manga dela, a Rosa, a São, a Maria…xi... manga dela, Zé, …… tua habia de ber.
 
No quartel de Chaves teve a especialidade de básico, isto é o mesmo que dizer que era pau para toda a colher, sem especialidade nenhuma. Tomava conta dos porcos que se criavam por lá para alimentação dos militares.
 
Levava-lhes de comer em caldeiros próprios e sempre se fazia acompanhar de um pau que antes tinha servido de cabo de vassoura. Chegado junto dos porcos, pousava os baldes e como de um pelotão de soldados se tratasse dizia:
 
- Ché... Op!... Ché … Op! Um põe in sentido, num come. Já disse Che… Op! Um põe in sentido, num come.
 
Como os porcos não lhe faziam a vontade e davam focinhadas nos caldeiros, ele puxava do pau e dava-lhes umas verdascadas e repetia a ordem com aquela voz de comando única para a "companhia" formar.
 
Os porcos, cada vez, grunhiam mais até que um dia o sargento encarregado das pocilgas foi por trás dele para ver o que se passava e deu com ele nestes propósitos. Esteve atento, viu, observou bem e às páginas tantas vira-se para o Finzinho e diz-lhe:
 
- Quem não come és tu, seu desgraçado. Então os porcos são alguns militares para estares a mandar pô-los em sentido? Vai já direitinho para o barbeiro cortar esse cabelo à máquina zero.
 
Contava-me ele com uma certa mágoa.
 
- Ó Zé, s’eu tibesse o cabelo assim… E mostrava a enorme carapinha muito orgulhoso. Era uma desgraça Zé. Fiquei carequinha, todo rapadinho.
 
 
 Agora, pela terra di tio Sam, espero que vá curtindo e que não se deixe ficar por lá sem nos voltar a ver e deliciar com as suas estórias.
 
 
 


publicado por J. Pereira às 14:53
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Domingo, 9 de Março de 2008
Maria do "Picho"

 

Hoje, vou dar início a uma apresentação de pessoas que pelo seu carisma se tornaram "sui generis" nesta Valdanta de todos os tempos, modos, costumes, usos e outros  feitos e factos que toda a gente deve lembrar e acarinhar. A Maria (do Picho) é uma dessas pessoas que de outros tempos veio para esta vida abastada e sem muito afecto.

A Maria, tal como eu a conheci, viveu a sua adolescência em casa de uma tia (tia Teresa), segunda mulher do ti António Morilho, pai do Quim Morilho, do Zeca e mais 2 raparigas que não vivem em Valdanta. Por eles foi criada e foi criada de servir até ao seu casamento, pois a tia Teresa era irmã do seu pai (ti Aníbal da Lama).

Foi minha companheira de brincadeiras e cúmplice em muitas outras coisas que eu não queria que se soubessem.

Casou com o Bonifácio, natural da zona de Vila Pouca de Aguiar que conheceu através do seu irmão Acácio por terem sido camaradas de armas em terras de Ghandi e Nero (Índia).

Suponho que não terá muitas saudades da sua infância e juventude pois a vida, tal como se apresentava por essa altura, não era de grandes farturas nem de grandes festas, embora não tenha passado fome em casa dos Morilhos.

Desses tempos recordo um teatro feito no curral do Picholeto ondeela dizia: - Sou Maria do Picho com muito gosto e serei Maria do Picho até morrer.

O picho, já não o usa e, acho eu, que por Maria do Picho também já quase ninguém a conhece. Continua firme, alegre, com ar boneicheirão e com muita pciência para os netos e filhos.



publicado por J. Pereira às 16:17
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Alto Tâmega TV

 

Foi por um mero acaso que descobrimos a Televisão do Alto Tâmega e que muito nos agradou. Não exitamos e fizemos logo um link neste Blog. Desejamos a este novo Órgão da Comunicação Social e Regional as maoires felicidades e os melhores éxitos. Será concerteza ponto de visita dos nossos visitantes e para já fica aqui uma ligação.



publicado por J. Pereira às 10:48
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J. Pereira
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