Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Abobeleira - 25 de Novembro - S.ta Catarina

 

 

Com os meus pedidos de desculpa pelo atraso aqui fica um pequeno texto sobre a Padroeira da Abobeleira e o desejo de que, até pelo facto de o dia 25 coincidir com Domingo, tenha havido alguma referência ao caso.
Já agora, e a título de curiosidade, nunca encontrei ninguém da Abobeleira a comentar neste Blog. Porque será? Eu considero a freguesia um todo e deveria caminhar unida.
 
Santa Catarina
Princesa do trono de Alexandria, Santa Catarina foi uma das célebres mártires dos primeiros séculos. Dotada de grande beleza e inteligência, despertou a atenção do imperador Maximino Daia, que se separou de sua esposa para poder casar com ela.
Diante da recusa de Catarina, o imperador reuniu cerca de quarenta filósofos para poder convencê-la de que Cristo crucificado não era Deus. Mas a santa, não só refutou os argumentos, como conseguiu converter todos ao cristianismo. Por isso, o imperador mandou torturá-la com rodas que tinham pontas de ferro, mas que não lhe fizeram nenhum mal. Decidiram então decapitá-la e quando o ato foi consumado, do seu pescoço começou a jorrar leite ao invés de sangue. Por isso, ela é invocada pelas mães que têm pouco leite e por aqueles que trabalham com rodas.
Os relatos de seu martírio dizem que os anjos teriam descido do céu e levado Catarina até o monte Sinai, onde mais tarde surgiria um mosteiro em sua memória.

Oração
Deus, nosso Pai, os impérios florescem e declinam; os poderosos se sucedem no poder; o ódio, a violência e a vingança se aninham no coração dos homens e trazem o medo e a destruição. A exemplo de Santa Catarina, saibamos opor à violência a paz; ao ódio o perdão; ao desespero, a esperança; ao poder, o serviço; à violência, a reconciliação. Amém.
Santa Catarina, rogai por nós.
(fonte:Wikipédia)
.
 


publicado por J. Pereira às 11:50
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Sábado, 24 de Novembro de 2007
Granjinha
 
 
É um pedacinho de céu.
Desde tempos imemoráveis que outras civilizações o ocuparam.
A romanização e a cristianização peninsular depressa o escolheram  para assento e altar de contemplação.
E, debaixo dos seus hábitos, mantém escondidos os testemunhos da presença de antepassados maiores.
Novos bárbaros estão a invadi-lo.
Moinantes, vilões, demónios e brutos têm vindo, nas últimas décadas, a dar cabo das madrepérolas desse rincão.
 
A GRANJINHA!
 
Voltada a sol-nascente, o astro-rei acaricia-a todo o dia.
E à tardinha, no seu pôr, veste-a com tonalidades celestiais.
Os Celtas elegeram-na como seu Bosque de Culto.
Estes tinham o CARVALHO como a sua árvore mais sagrada e símbolo da porta do conhecimento, do valor e da majestade.
Lá, neste rincão, o “Largo do Carvalho” sempre foi a sua ágora, como o era ainda no tempo dos “Netos da Granjinha”.
          Efémeros, os Visigodos nela descansaram alguns Invernos, quando da sua viagem para sul.
Os Suevos dela fizeram principado.
Os Mouros por ela se encantaram e nela fizeram brotar as suas fontes de lendas, e deram ninho às suas cegonhas.
Hoje, os seus Vales, as suas «Lamas», os seus Quintais, as suas “Carvalheiras”, e o seu CAMPO são tomados de assalto, ou saqueados à tripa forra, com a cumplicidade atrevida de administradores públicos.
Hoje, tudo leva a crer num descarado propósito de «esfanicar» a ALDEIA com maior riqueza histórica da Alta – Tamegânia.
 
A GRANJINHA sempre foi linda!

Torga, em cada visita vivia um deslumbramento!
Mas muitas, e também importantes, «pessoas da cidade» a visitavam com frequência, umas, com ritual, outras, para nela absorverem dons de alegria de viver.
Todavia, os pretores modernos preferem consentir no aviltamento, no saque e na destruição das honras e riquezas dessa nobre e histórica Aldeia, julgando disfarçar assim a mediocridade histórico-cultural e governativa que a sua ignorância imbecil lhes decreta e impõe.
E, se mais não quiserem saber, ao menos, dêem uma vistas de olhos a uma brochura editada por um Flaviense adoptivo, ANTÓNIO SAMPAIO, intitulada “MEMÓRIA DO MOSTEIRO DA GRANJINHA”, e, com certeza, um rebate terão na consciência.
Ao ilustre Júlio M. Machado mereceu-lhe um eloquente quarto de página!
Ou então, passem pela GRANJINHA, dêem um toque na sineta e a portinha da Capela abrir-se-lhes-á para uma inspiração de vénia respeitosa e de descoberta de segredos que essa misteriosa, encantadora e encantada e feiticeira ALDEIA contém!
  
GRANJINHA!
         
  “Quid pulchrius”?!              
 
 
Luís da Granjinha
.
Nota: Este magnifico texto de Luís da Granjinha foi "decorado" com fotografias do grande amigo e ilustre fotografo Dinis Ponteira. Para eles o meu sincero obrigado. J. Pereira


publicado por J. Pereira às 11:24
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
Parabéns "tia Arminda"

 

Com um dia de atraso, por motivos imprevistos, mais uma vez venho aqui dar os parabéns a esta senhora que ontem completou 94 anos de idade. Esta linda senhora que, por sorte minha, é minha mãe festejou mais um aniversário longe da sua Valdanta mas com ela e as suas gentes sempre no coração.

Não vou alargar-me em comentários ou elogios porque todos seriam muito poucos para o que ela representa para mim e, tenho a certeza, para muita gente das freguesias de Valdanta e arredores.

Quero, apenas, enviar-lhe um beijo de parabéns, desejar-lhe saúde e muitos mais anos de vida e expressar-lhe muito generosamente o meu OBRIGADO por tudo o que fez e continua a fazer por nós.

Um beijo do tamanho do mundo.

 

Com o pedido de desculpas pelo atraso também fica aqui o contibuto do sr. Luís Fernandes (Luís da Granjinha) neste momento solene:

Hoje, 19 de Novembro, é Dia de Feriado em Setúbal.

A Cidade do Sado fica geminada com a capital da Valdantália.

Umas mãos de fada, um coração de melancia, uma “alma até almeida”, e um sorriso de encantar puseram de braço dado os dois recantos mais lindos do norte-interior e do sul-litoral.

Já o poeta, seiscentista, de Sorrento nela encontrara a heroína.

Da Linha do Sabor partiu um comboio de saudades, floridas pelas amendoeiras e “pereiras” de Moncorvo, daquele «ladrão que andava sempre agarrado à teta» (Murilho dixit), e, de VALDANTA, saiu o tractor do Nel da Céu com um carreto de miminhos, e a Céu do Nel com uma abada de beijinhos, que todos os valdolménicos “ajuntaram” para mandar à Mindinha.

E, da Colina da Saudade, o Luís da Tia São manda um xi-coração apertadinho e a cantar os PARABÉNS!

 

“””

Desejo que o dia de hoje também seja um Dia Especial para Si.

 

Um Abraço

 

Luís



publicado por J. Pereira às 11:42
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
Ovelhas que gostam de cerveja...

 

Em Valdanta há ovelhas que riem, que choram, que amam, que odeiam e que brincam. Há ovelhas brancas, ovelhas pretas, ovelhas malhadas e até há ovelhas que bebem cerveja e pelos vistos até parece que gostam. Se calhar, saem ao dono! ....    Será?

 

"Por í num é cerbeija. Às tantas é só a garrafa. Fui eu que me confundi com as aparências.



publicado por J. Pereira às 15:36
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Sábado, 10 de Novembro de 2007
Campos de Valdanta

 

Em tempos não muito distantes, andar pelos campos de Valdanta era um prazer, uma alegria e uma convivência que hoje não se vêem. Quase tudo era feito manualmente por "ranchos" de pessoas que segavam, descavavam, apanhavam batatas, vindimavam e faziam todos os trabalhos agrícolas quase sempre cantando.

É verdade que a fome e as carências fásicas eras mais que muitas, não havia a fartura que há hoje, mas só isso e apenas isso me dói e me dá alguma mágoa, de resto recordo com muita saudade a faina agrícola e a labuta nos campos, a sã camaradagem e a alegria posta no trabalho, as brincadeiras e as cantigas próprias de cada trabalho. Talvez por isso amo tanto a minha terra.

É com alguma tristeza que vejo alguns terrenos da freguesia, mesmo junto das povoaçãoes totalmente abandonados. Apelo daqui para os mais novos que tenham algum gosto e amor a estes campos e que não os deixem assim abandonados. Façam alguma ciosa por vós e pelos nossos campos.

Os vindouros agradecem. Vão ver se tenho ou não tenho razão.



publicado por J. Pereira às 11:38
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
Valdanta Verde

 Foto de Fernando Ribeiro

 

Algumas artérias de Valdanta estão verdes e isso é agradável e refrescante, principalmente no verão.



publicado por J. Pereira às 12:22
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Sábado, 3 de Novembro de 2007
O ti Alfaiate

 

Noutros tempos, lá pelos finais do século XIX, o António dos Santos, sendo ainda garoto, foi aprender a arte de alfaiate com um mestre em Chaves. Andava-se com o mestre durante dois anos e passado esse tempo, se o aprendiz tivesse algum jeito para a arte ficava em condições de exercer a profissão por sua conta e risco.
Nesse tempo os trabalhos eram feitos em casa dos clientes. O chefe de família via as necessidades que havia em casa, comprava os “panos”, que eram compostos pelas fazendas, ou cotim, os forros, as intertelas, os botões e as linhas, contratava um alfaiate ao dia ou à peça e mandava executar o trabalho.
 
Quando o nosso amigo António andava a aprender coube-lhe em sorte ter que ir para casa de um patrão em Calvão e para lá foi com o mestre.
 
Às horas da refeição gostava de beber uma pinga, mas o mestre não deixava. Um dia o dono da casa perguntou-lhe se o garoto não bebia um copito ao que o mestre respondeu:
 
- Trigo a cães e vinho a garotos é muito mal empregado.
 
 O rapaz, que até era um pouco “atravessado”, pensou logo em vingar-se e começou a ver qual seria a maneira de o fazer.
 
Reparou que o mestre quando estava a cortar os tecidos punha sempre a língua de fora e fazia com a boca o mesmo gesto que fazia com a tesoura. Numa altura em que ficou sozinho em casa, pois o mestre tinha ido ao monte “abaixar calças” virou-se para o patrão e disse-lhe:
 
 - Repare no mestre, quando ele estiver a cortar o pano e deitar a língua de fora é porque já o estragou.
 
O patrão pôs-se atento e não tardou que o “dito” do garoto desse resultado. O mestre teve que cortar o tecido para as mangas de um casaco e, como de costume, deitou a língua de fora. O homem ficou furioso e quase agrediu o mestre, ameaçando-o:
 
- Já me estragou o pano!... Seu ordinário e imcompetente! o melhor pano que comprei e já mo estragou!... Mas isto não fica assim. Vai ter que me pagar o pano senão vou consigo para a guarda. Eu sei o que você merecia. Era que lhe desse cabo do cerro com um estadulho. Não deixa dar vinho ao garoto que é para ele se embebedar. Seu estafermo!...
 
O garoto, cabisbaixo, deixou correr a conversa sem dizer nada, enquanto o mestre se desculpava.
 
Isto é um jeito que apanhei de criança e que não vejo forma de me livrar dele, mas não tem nada a ver com a forma como eu corto o pano. É um tique nervoso.
 
Com mais ou menos conversa o mestre lá se desculpou, mas o patrão continuou desconfiado e não tirou mais os olhos de cima dele para fiscalizar bem a obra.


publicado por J. Pereira às 10:42
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J. Pereira
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