Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
Reconstruções Condignas

 

 

Já falámos aqui dos maus exemplos de reconstrução de casas tradicionais do aglomerado urbano tradiconal da freguesia, já falámos da degradação de algumas casas que são um perigo para o bem físico das pessoas e para a saúde pública, por isso, hoje, vamoe falar de alguns exemplos de bom gosto e apego às raízes de um povo e as suas construções.

 

Nesta fotografia vemos três exemplos de como se pode conciliar o tradicional com  modernidade e bom gosto. São 3 casas com construção do início do século XX e 2 delas com uma traça muito caracter´stica de Valdanta e da época referida, por volta dos anos 20 que sâo a do Charrua e a do ti Alfaiate. A outra de construção mais recente, talvez do fim dos anos 30 ou início do anos 40, a da senhora Aninhas (Capadora), não seguiu a tradição que até aí era predominante na aldeia, principalmente seguida pelos emigrantes nos EUA. Sobre aquela tradição construtiva iremos falar noutra altura pois são mais de uma dezena de casas com estas características construídas em Valdanta durante esse período.

 

Por hoje quero apenas felicitar aqueles que souberam adaptar ao seu gosto pessoal aquilo que os antigos fizeram, mantendo as linhas das construções existentes e criando no seu interior espaços e condições de conforto que os tempos modernos requerem.

 

Por mim, acho que são exemplos a seguir.

 

 



publicado por J. Pereira às 11:04
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Sábado, 16 de Junho de 2007
Os nossos Heróis (Tchitcho-Lolo)

A referência aos nossos heróis, coube desta vez ao Olímpio Chaves Pereira, mais conhido por "Limpinho" ou "Tchitcho-Lolo". Eu, pessoalmente gosto mais do segundo nome, mas como o caso desta vez é muito sério vou refrir o verdadeiro nome, até porque é complicado de escrever "Tchitcho-Lolo".

 

O Olímpio era filho do nosso já muito conhecido "Blero" cujo nome de baptismo é Manuel Pereira e de Albertina Chaves, mais conhecida por "Binoia". É rapaz de 62 anos de idade e está actualmente a viver em Valdanta depois de vários anos de emigração.

 

É uma das figuras típicas de Valdanta, bom rapaz, cordial, astuto e sabidola como o pai. O que se herda não se compra, já diz o ditado.

 

Este Post é-lhe dedicado com todo o mérito e, se por mais não fosse, pelo menos pelo seu heroicismo e simplicidade. Já por várias vezes esteve à porta de um post neste blog, mas só agora é que é, e por esta razão tão nobre.

 

Não vou contar hoje, aqui, a história da vida do Olímpio, faço apenas referência ao motivo do post.

 

Recebi do amigo Fernando Ribeiro do Blog de Chaves algumas fotografias do Olímpio e uma cópia do LOUVOR que o Olímpio recebeu quando cumpria o Serviço Militar no antigo Ultramar Português que o refere como um valente e um herói.

 

É com orgulho que aqui apresento uma imagem do nosso herói relembrando-o passado 40 anos com um grande abraço e dizendo-lhe que, de facto, os homens não se medem aos palmos e nem certas adversidades coibem as pessoas de conseguir os seus objectivos.

 

DOS FRACOS NÃO REZA A HISTÓRIA

 

O Olímpio no serviço Militar

 

Louvor atribuido ao Olímpio pela sua heroicidade

 

 

O Olímpio no seu estado actual

 



publicado por J. Pereira às 13:48
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
Relíquias na Abobeleira

 

Hoje mostro-vos duas obras de arte que existem na Abobeleira. São duas peças talhadas em granito de épocas diferentes, um relógio de sol de era desconhecida e um fontenário do tempo da Ditadura Nacional, ou Estado Novo.

 

O relógio está exposto no adro da Igreja e guardado com algum carinho e orgulho. Está colocado de pernas para o ar e virado a Poente, o que não é grande ideia, pois para ter o resultado pretendido e algum valor pedagógico deveria estar com o semicírculo dos algarismos virado para baixo e com o Sul pela frente. Também lhe falta o ponteiro que faria a sombra para indicar as horas.

 

O fontenário, pareceu-me que ainda está inteiro, mas muito desprezado e sem funcionamento, o que é muita pena. O Fernando Ribeiro do Blog de Chaves já apresentou uma obra igual a esta numa aldeia do concelho de Chaves e vê-se que o projecto serviu para todos, mas, vemos que até são de gosto apreciável e devem ser preservados.

 

Apelo ao senhor presidente da Junta de Freguesia e pessoas responsáveis que olhem para estes e outros casos que, graças a Deus, ainda existem um pouco por toda a freguesia e que lhes dêm a dignidade que merecem e que estão a solicitar.

 

Obrigado



publicado por J. Pereira às 11:51
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Sábado, 9 de Junho de 2007
Isto é uma desgraça

 

 

 

Estas casas com entrada directa pela via pública, de varanda e escada viradas para a rua são típicas de quase todas as aldeias trasmontanas e, além do acesso directo à habitação, são também, como que uma sala de estar e de visitas da comunidade, pois aqui se estava com os vizinhos, amigos e até visitas. Daqui se via e se apreciava o que se passava na vizinhança.

Era por aqui que se fazia a circulação e serventia entre os baixos da casa (loja), normalmente destinados a arrumações dos produtos agrícolas e ao alojamento dos amimais domésticos e a zona residencial. Enfim, era por aqui que passava toda a lide caseira e familiar.

Um dia, a dona de uma casa destas (não esta) levava uma "abada" de batatas para os porcos, mas ao apanhar o avental também apanhou a saia e, como naquele tempo poucas mulheres usavam cuecas, esta também não trazia nada por baixo, deixando tudo "ao léu".

A vida da senhora não estava a correr bem e estava muito aborrecida. Desespedada, gritava pela escada a baixo, barafustando:

- Isto é uma desgraça!... Isto é uma desgraça!...

O Blero que, por acaso, ia passando por ali na sua volta costumeira, olhou para ver qual seria a desgraça. Fungou, mirou melhor, tossiu e com aquele sorriso malandro diz para as "cuscas" que também se tinham aproximado para saber da desgraça:

- Não é desgraça nenhuma!... E volta a fungar.

- Tem-a no mesmo sítio da minha mulher!...



publicado por J. Pereira às 10:07
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007
Gente de antigamente

 

 

 

 

 

Esta gente de antigamente ainda luta e labuta em Valdanta e em terra de "Boers". É gente de Valdanta que andou e anda pelos quatro cantos do mundo, mas uns voltam de vez e outros aparecem de vez em quando, voltando sempre.

 

É gente que procurou vida noutro lado mas sempre com amor à terra que os viu nascer ou onde nasceram os seus pais e avós.

 

São, de facto, a minha gente, o meu povo e a minha terra por quem me apaixonei.

 

 



publicado por J. Pereira às 10:36
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J. Pereira
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