Imagens, Comentários e Estórias de Valdanta (Chaves) e das suas gentes. O meu endereço é "pereira.mos@sapo.pt"
Sábado, 10 de Março de 2007
Cando

  
O Cando é, sem qualquer dúvida, uma das aldeias mais bonitas e acolhedoras que conheço. As suas gentes destacam-se pelo fino trato, personalidade e inteligência invulgares, além do elevado cariz hospitaleiro. São gente amiga, trabalhadora, alegre e de elevado espírito de solidariedade. Da gente do Cando, pode-se dizer com toda certeza e convicção, que é gente nobre e boa. 
 
Tem vestígios de um passado histórico com grande importância e destaque, principalmente nos tempos do domínio Romano, pois por ali terão passado as principais vias de comunicação que ligavam Bracara Augusta a Asturicam. Possui, como documentos históricos, pedras com insculturas rupestres e um lagar com lagareta escavados na rocha. Sobre este assunto, apenas deixo aqui aquilo que encontrei escrito pelos historiadores e entendidos na matéria, porque eu, não sou, de todo, um especialista no assunto.
 
Vou-vos falar das principais famílias que a habitam. Consta-se que uma das primeiras famílias a instalar-se no Cando foi a família Pereira por parte do pai do senhor José Pereira (velho), sendo este filho a dar continuidade e povoamento à aldeia. Casou com uma mulher proveniente de Soutelo chamada Martinha que servia em casa de seus pais e tiveram 11 filhos dando assim continuidade ao povoamento do Cando. Desses 11 filhos, quase todos casaram no Cando, e por isso é que aqui quase toda a gente é Pereira.
 
Chegaram, entretanto, outras famílias, como os Carneiro, os Cruz, os Romão, os Aveleda e os Azevedo que deram crescimento e importância à povoação. Todas estas famílias se foram misturando umas com as outras sem grande afastamento das origens, casando uns com os outros. Não foram muitos os casamentos realizados com pessoas das aldeias vizinhas, mas houve-os e foram de primordial importância nas relações com gente de outros lugares.
 
Desta mistura quase caseira saíram algumas pessoas que se realçaram e destacaram das demais, e é precisamente essas pessoas que quero, hoje e aqui, homenagear, realçando o esforço e capacidade em prol da evolução e destaque da terra que os viu nascer. Quero dizer que não possuo qualquer documento ou biografia das pessoa que vou enaltecer e também que, outras haverá merecedoras do mesmo, ou até melhor tratamento, mas esses eu desconheço-os e peço aos visitantes deste Blog que o façam nos seus comentários e ajudem a repor uma verdade que poderá estar adulterada.
 
José Carneiro – Ex-padre, advogado e professor em Coimbra.
Domingos Carneiro – Professor do ensino secundário e ex-presidente do conselho directivo do antigo Liceu Fernão de Magalhães em Chaves.
Luís Carneiro- Padre e missionário em Roma e Moçambique.
Carneiro Rodrigues – Pintor.
João Cruz – Funcionário do Registo Civil em Chaves.
Francisco Ribeiro – Oficial superior do Exército.

 
Lembro também pessoas como a senhora Ana Soutelinho, o sr. Quim Aveleda, o sr. Francisco Azevedo, o sr. José da Cruz (Morilho), a senhora Augusta, a senhora Amélia Barroco, o senhor Mateus, o sargento Jaime e tantos mais que sempre se empenharam e honraram a sua terra.
 
Não queria falar em mais nenhum Pereira em especial, mas não resisto em falar no sr. Zé d’Avó, José Luís de seu nome e no Benjamim Pereira, a quem saúdo com muita amizade. Do meu tempo, volto a lembrar o Chico Ribeiro, o Carlos Ribeiro, o padre Luís Carneiro, o Zé Manuel Azevedo, o Alfredo Azevedo, o Alfredo e Arménio Aveleda, o Roulo, o Zé e o Quim Carneiro, o Menino, o João, o Victor e o Jaime (Jaiminho).
 
Não podia deixar de falar nas raparigas do Cando, por quem tenho muito carinho, até porque são quase todas da minha família, lembro, A Germana, a Aldina, a Teresa, a Maria José, a Leonor, a Júlia, a Ester, a Constança, a Maria, e mais de quem não recordo o nome. Destas raparigas recordo com um sorriso e alguma saudade os tempos do “Queijo de Valcerdeira”.
 
Sei que há gente mais nova com algum realce e muita importância que merecem ser aqui considerados, mas com a ideia de que serão lembrados pelos comentaristas vou apenas saudar um amigo e primo que é meio do Cando e meio da Granjinha e, ainda por cima, casado com uma “Pereira”, descendente do Cando, o Tó Zé Petim Cruz, que nos tem dado muito apoio e encorajamento na feitura deste Blog.

 
Para toda esta gente boa do Cando o meu respeito e a minha amizade.
 
 

 



publicado por J. Pereira às 02:25
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23 comentários:
De A.Cruz a 10 de Março de 2007 às 13:07
Amigo Zé, mais um contributo importante para a divulgação de quem não conhece e relembrar os que estão fora dos lugares da nossa freguesia. A rua principal do Cando com casa em primeiro plano que teria sido parte da casa da "Avó Martinha". A Capela do Cando , muito bonita, especialmente o seu interior que foi recentemente "restaurada" tectos e altar, com a preciosa ajuda do «Sr.Augusto da Germana», incansável... presto-lhe aqui uma humilde homenagem!
Agradeço-te a ti especialmente a consideração que tens pelos meus incautos comentários, com a minha costela de Candulense, de Granjinhadino e também Valdantino, como diria o nosso amigo Tupamaro a homenagem que estás a prestar à freguesia de VALDANTA e suas gentes !!!
Um muito obrigado.


De Romeiro de Álcácer a 10 de Março de 2007 às 23:04
Este “ZÉ” resolveu comover as pessoas!
Comove as citadas, comove as aparentadas e comove as que cresceram e viveram a gostar da Freguesia de VALDANTA, no seu todo, e do CANDO, em especial.
Os Valdantinos perdem o tino por amores à sua terra.
Os Valdantanos, vão para onde forem, estejam onde estiverem, transportam na alma e no coração os seus patrícios.
Os Valdantenses escrevem memórias, segredam paixões, bem – dizem amizades, abraçam-se de sonhos e vivem cheiinhos de saudades - dos que já “partiram”; dos que por aí estão; e dos que, mesmo perto, estão distantes, e dos que, tão distantes, estão tão longe!
E o “ZÉ” resolveu comover as pessoas!
Sabemos que ele também está comovido!
E, para TODOS os "VALDOLMÉNICOS", UM XI - CORAÇÃO!!!
Romeiro de Alcácer


De J. Pereira a 10 de Março de 2007 às 23:26
Hoje estou especialmente comovido, mas não é por isso que aqui estou. Estou aqui pelo amor que tenho por esta terra e gentes que são o meu "EU". Eu soe descendente do Cando. Sou Pereira, bisneto do ti Zé Pereira (velho) e sobrinho do ti Zé Pereira (novo). Sou Sobrinho da tia São, da tia Ana, da tia Rita, da tia Maria, da tia Carmelina, do ti Niceto, do ti Manuel. Sou primo dos filhos desta gente toda. Enfim , sou do Cando e gosto de o ser, gosto de vós todos e por isso mando-vos um beijo muito grande. E, já agora, também quero lembrar a Lurdes da tia Ana, que quando estava a fazer o post não consegui lembrar-me do nome. Para ela um grande beijo.


De J. Pereira a 10 de Março de 2007 às 23:45
Gostava de saber se o Romeiro é de Alcácer do Sal ou de Alcácer Quibir. É que as importâncias terão que ser diferentes.
Já agora. Gostaram do meu ar de pensador?


De cmpsantos a 11 de Março de 2007 às 00:52
O que seria que tu estavas a magicar naquela altura?
Já estavas a pensar nas chouriças da avô Adelaide?
Ou sera que nessa altura já andavas a pensar no teatro? De qualquer maneira gostei muito!
Com respeito aos habitantes do Cando envio também daqui um forte abraço para todos com soudades, um até sempre!
Carlos


De Romeiro de Álcácer a 11 de Março de 2007 às 08:29
“”FIAT VOLUNTAS TUA”:
- Do SAL, é o Grande Matemático, o que inventou o Nónio.
Este é de Ksar el Kibirjiña , da “Colina da Saudade”!....

Romeiro de Alcácer


De Granjinha a 11 de Março de 2007 às 12:53
Eu inclino-me mais para a Tansmânia...


De J. Pereira a 12 de Março de 2007 às 15:03
Amigo Romeiro de Alcácer, em vez de "Fiat Voluntas Tua" eu gosto de outra que é "Voluntas Tua Vitoria Tua", lema dos Gorilas do Maiombe aos quais eu pertenci. E porque não Alcácer Kiwi?


De "Molembano" a 12 de Março de 2007 às 22:06
Um belo lema para a """TAL...." ««Companhia»» "«"«"«GranCaVaLeira»"»"», «capitaneada» pelo "CHEFE", Coadjuvado pelo TÓZÉCRUZ, assessorado pelo J.ROMÃO e lançada às "conquistas" com as Alas de Meninos e Meninas, Rapazes e Raparigas, Homens e Mulheres, Amigos e Amigas dessa VALDANTA BRIOSA, """ASSINALADA" pelas SETE PARTIDAS - a A - R - C - F - V!!!
"Molembano"



De Francisco Vicente a 1 de Dezembro de 2008 às 19:28
Boas Tardes, gostava de perguntar se por algum acaso algum dos senhores se lembra de um soldado chamado também de Francisco Vicente, o meu pai que esteve colocado em Cabinda entre 1965;68 na ccs do Batalhao de Caçadores 11 a sua especialidade era transmissoes ele e natural de Abrantes mas agora vive na Amadora fico agradecido desde ja, pois gostaria que ele participasse em algum convivio.


De lontra mandona a 15 de Março de 2007 às 20:41
apetece perguntar quem es tu romeiro? ..... os valdantinos, valdantanenses ou valdolmenicos e outros que tais estão esplhados por todo portugal não se tem termo de comparaão mas se em cada cada canto do mundo ha um portugues bem podemos dizer que em cada cantinho de PORTUGAL ha um valdolmenico


De Romeiro de Alcácer a 16 de Março de 2007 às 00:04
Sou aquele que vem da Ilha da Utopia, veste o manto da Saudade, calça as sandálias da Solidariedade, se apoia no bordão da Amizade, e transporta nos alforges o reconhecimento e a Gratidão!
Romeiro de Alcácer


De rspereira a 16 de Março de 2007 às 15:00
Da-me a impressao que temos um poeta na pessoa de romeiro de alcacere deve ser uma pessoa que ama a nossa terrinha como nos ou ainda mai.
Sera voce tambem um valdantense ou um candense? Ou sera um cavaleiro andante a procura da sua Dolcineia la pros lados de valdanta? Se isso prepare-se porque se os rapazes sabem fazem-lhe pagar o vinho .Nao se meta com os pereiras porque eles sabem uma mais que o diabo principalmente as mulheres pereira .Ate breve.....


De Romeiro de Alcácer a 17 de Março de 2007 às 13:20
Diz bem! Diz bem!
Na China, a Flor da pereira é usada com símbolo de luto porque é branca e efémera.
Na Alta - Tamegânia, na «província da ""Valdolménia", a (Família) Pereira, família das pomáceas, tem dado frutos suculentos e flores de encanto duradouro.
Romeiro de Alcácer ou Alonso Quijano, DULCIPEREIRA houvesse encontrado e vinho pagaria com gosto!!!
...E flores ofertaria ás Mullheres Valdolménicas!
Romeiro de Alcácer


De SexMachine a 19 de Março de 2007 às 23:31

Ó Rosinha gosto tanto de toubir aki no bêlog caté me alambrei de te dezer:

- Rosa tu naum podes cer doutra terra! tu és du Cando!?

assertei Rosa!? hummmmmmmmmmmm?

Olha tu abre masé um bêlog çó teu porque inda tens muinto para dar ó mundo. Tens ideias que num alembram ó catano, dum tolo, dum iscritor.

tens que abutar iço tudo num libro, senaum ainda te isqueces.


Niu Bedford - March 2007


De rspereira a 21 de Março de 2007 às 11:42
E sim sou do cando ,valdanta,soutelo ,tenho casa em nantes e moro na suica.Sou a filha mais nova da filha mais nova da miinha avo edo unico filho do meu avo,sou cunhada das mulheres dos meus rmaos do marido da minha irma.Satisfeito?


De SexMachine a 23 de Março de 2007 às 00:53

Rozita tu inda es alegre e gostas da pandega cumo intigamente, bêce qués mais obecerbadora.

Eu cua idade tamém milhorei.

Inda gustaba de te besitar na Suica, mas o romático num majuda. tu ja debes ter un ótele, cempre foras trabalhadeira.

Arrezpondesteme meia torta mas inté tibeste muinta grassa.

O que fases puraí na suica? ja abitas ai á muinto tempo? Cando bems há terra Rozita?

Niu Bedford - March 2007



De J. Pereira a 23 de Março de 2007 às 11:21
Acho que ninguém gostou do queijo de Varcerdeira.
Peço imensa desculpa por me referir a isso, mas a intenção não foi ofender mas relaxar. Ninguém afalou, ainda, no assunto.


De SexMachine a 23 de Março de 2007 às 22:14
Ó Jota tamém talembras do qeijo de balçerdeira, és um malandro du catano.
tamém és dos qias ber os qeijos ó léu?

dos jobens do cando, dintigamente naum abia ninhum que num foçe ispreitar a "mostranssa du qeijo".

era belos, ali ó sol, a ber quem tinha o milhor queijo!

mossas do catano, pro que les abia de dar.

alembrome duma, peluda cumo um órisso, que pos as oitras a mijar de rir, tudo dinbeja.

Inda gostaba de boltar a ber uma mostranssa do qeijo!

Inda á diço jota?

Niu Bedford - March 2007


De J. Pereira a 23 de Março de 2007 às 22:44
Ó Sex, não te aceibes, porque o queijo era só para ver Vila Nova.


De rspereira a 26 de Março de 2007 às 08:37
Agora pra ver a mostranca do queijo de balcerdeira tem que ir a barragem do salgueiro la sim que ha muito disso entao quando aperta o calor ate parecem alfaces o sex machine tem que passar por la


De Pf a 17 de Setembro de 2012 às 21:21
E entao o filho do meida e do Joao benairo esses eram Bom grandes pedras avia tambem o neto do rato bom grandes anos!!!!


De Pf a 17 de Setembro de 2012 às 21:23
E entao o filho do meida e do Joao benairo esses eram Bom grandes pedras avia tambem o neto do rato bom grandes anos!!!!


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